Português do Brasil English

Notícias

28/11/2018
O Mercado hoje: Dólar é negociado em queda pelo 2º pregão seguido
por G1

O dólar se mantém em trajetória de queda nesta quarta-feira (28), após ter interrompido na véspera uma sequência 5 altas seguidas, com nova intervenção do Banco Central e de olho no exterior.

Às 9h42, a moeda dos EUA caía 0,30%, cotada a R$ 3,8652. 

Na véspera, o dólar fechou em queda de 1,04%, a R$ 3,8768. No acumulado no mês, entretanto, ainda acumula alta de 4%. No ano, o avanço é de mais de 16%.

Depois de subir 4,75% em cinco pregões seguidos de alta, o Banco Central realizou na véspera leilão de US$ 2 bilhões em linha (com compromisso de recompra), vendido integralmente.

O Banco Central realizará nesta sessão mais dois leilões de linha com oferta total de US$ 1 bilhão - a metade da véspera -, com o objetivo de dar liquidez ao mercado. A autoridade também realiza nesta sessão leilão de até 13,6 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de dezembro, no total de US$ 12,217 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral. 

"Leilão de linha e exterior estão garantindo a queda do dólar, mas acho que o leilão aqui pesa mais. O BC está dando liquidez para o mercado nessa época de saída. A tendência é o dólar dar uma estabilizada ao redor de R$ 3,70 até o final do ano", disse à Reuters o gerente de câmbio da corretora Ourominas, Mauriciano Cavalcanti.

Cenário externo

No exterior, o ambiente está mais tranquilo neste pregão, depois que o assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse na terça-feira que uma reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu colega chinês, Xi Jinping, na cúpula do G20 é uma oportunidade para "virar a página" sobre a disputa comercial.

Dessa forma, ele suavizou as declarações dadas por Trump na véspera de que era "altamente improvável" que ele aceitasse o pedido da China para suspender o aumento das tarifas.

Os investidores também estão à espera dos dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA que, somados ao discurso do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, podem dar um indício mais claro sobre a trajetória de juros do país.

A preocupação com a desaceleração econômica mundial em meio ao ambiente comercial mais hostil tem levado os investidores a avaliarem que o banco central dos EUA pode ser mais sutil na trajetória de aumento de juros no país. Se isso acontecer, esse movimento beneficiaria emergentes como o Brasil ao manter a atratividade desses mercados aos investidores.

"Caso o impasse entre os EUA e a China não chegue a nenhuma conclusão, a tendência de elevações mais pontuais de juros começa a perder força, na expectativa por uma atividade econômica com menor crescimento, dirimindo a necessidade do contínuo aperto", escreveu a gestora Infinity em relatório.

Via G1

Contato