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19/11/2020
O Mercado Hoje: Dólar opera em alta com preocupações sobre disseminação da Covid-19
por G1

O dólar opera alta nesta quinta-feira (19), à medida que o otimismo global sobre o progresso no desenvolvimento de vacinas para a Covid-19 dava lugar a temores sobre a disseminação global da doença, enquanto a situação fiscal do Brasil continuava no radar.

Às 10h10, a moeda norte-americana subia 0,34%, cotada a R$ 5,3592. Na máxima do dia até o momento foi a R$ 5,3822. 

Na quarta-feira, o dólar encerrou o dia em alta de 0,21%, a R$ 5,3411. Com o resultado, passou a acumular queda de 6,92% na parcial de novembro, mas ainda tem alta de 33,20% no ano.

O Banco Central anunciou para esta quinta-feira leilão de swap tradicional para rolagem de até 12 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021.

Cenário local e externo

No exterior, a retomada de lockdowns e de restrições em meio à disparada de casos de coronavírus nos Estados Unidos e altos números na Europa ofuscavam o otimismo em relação a uma vacina para a Covid-19.

As chances de desdobramentos econômicos da pandemia em 2021 no Brasil também seguem no radar, com o mercado atento a riscos de permanência de gastos emergenciais, o que prejudicaria a já frágil situação fiscal do Brasil.

Na véspera, a agência de classificação de risco Fitch reafirmou o rating "BB-" de crédito soberano brasileiro, mas manteve a perspectiva negativa, o que sinaliza riscos de rebaixamento da nota à frente, alertando para a deterioração das contas públicas.

Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a "saída fácil" é furar a regra do teto de gastos, mas que o governo não fará isso porque seria "irresponsabilidade com as futuras gerações".

Esse cenário, somado ao patamar extremamente baixo da taxa Selic e a um crescimento econômico fraco, ajudam a explicar a alta acumulada ainda de mais de 30% do dólar no ano ante o real.

Nos últimos dias, porém, o dólar tem mostrado uma maior fraqueza no exterior. A vitória eleitoral do democrata Joe Biden nos Estados Unidos tem sido apontada como positiva para ativos de países emergentes, em meio a perspectivas de uma linha comercial menos dura na maior economia do mundo.

Via G1

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