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13/11/2020
O Mercado Hoje: Dólar oscila e caminha para fechar semana com alta
por G1

O dólar opera instável nesta sexta-feira (13), caminhando para fechar a semana com avanço ante o real, em meio às preocupações com o aumento de casos de coronavírus no mundo e risco de uma segunda onda mais forte de Covid-19.

Às 9h58, a moeda norte-americana caía 0,05%, cotada a R$ 5,4752. Na máxima até o momento, chegou a R$ 5,4862 e, na mínima, recuou a R$ 5,4465. Veja mais cotações.

Na quinta-feira, o dólar fechou em alta de 1,14%, a R$ 5,4777, acumulando alta de 1,59% na parcial da semana. No mês de novembro, acumula queda de 4,53%. No ano, tem alta de 36,61%. 

Cenário

Nos mercados globais, permanecem as preocupações em torno da evolução da pandemia de coronavírus e risco de uma segunda onda mais forte de contaminações.

"Apesar de todo o otimismo sobre uma vacina bem-sucedida, a realidade é que uma possível candidata nunca seria capaz de interromper o que está acontecendo atualmente em toda a Europa em termos de um aumento acentuado nas infecções por coronavírus e hospitalizações", disse Michael Hewson, analista de mercado da CMC Markets UK.

A economia da zona do euro saltou um pouco menos do que inicialmente informado no terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores, mostrou nesta sexta-feira a agência de estatísticas da União Europeia. O PIB da região cresceu 12,6% em comparação ao trimestre anterior, levemente inferior aos 12,7% estimados anteriormente.

Para o economista-chefe da Capital Economics na Europa, Andrew Kenningham, a recuperação do terceiro trimestre será parcialmente revertida no quarto trimestre por causa da segunda onda da covid-19 no continente. "O PIB na Holanda ficou apenas 3% abaixo do nível do quarto trimestre de 2019, ao passo que ficou mais de 9% abaixo desse nível na Espanha, que teve de longe o pior desempenho”, escreveu.

Por aqui, o Banco Central mostrou que o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), indicador considerado com uma "prévia" do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), registrou um crescimento de 9,47% no terceiro trimestre, na comparação com o período de abril a junho de 2020, indicando a saída da país da chamada "recessão técnica".

No cenário doméstico, permanecem ainda as preocupações em torno da trajetória da dívida pública, com os investidores à espera de uma indicação clara sobre se o governo respeitará ou não seu teto de gastos. A principal dúvida é sobre como um pacote de auxílio social seria financiado diante de um orçamento apertado para 2021, e se o governo conseguirá dar prosseguimento à agenda de reformas estruturais.

Na véspera, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta que, se houver uma segunda onda de casos de Covid-19 no país, a prorrogação dos pagamentos do auxílio emergencial será "uma certeza". Segundo ele, este não é o "plano A" do governo, mas a medida pode ser tomada como forma de "reagir".

O aumento do risco fiscal, somado ao patamar extremamente baixo da taxa Selic e a um crescimento econômico fraco, ajudam a explicar o forte avanço do dólar em 2020 ante o real.

Via G1

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